Mobilidade na saúde é desafio no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tendência no setor, a mobilidade  com o uso de smartphones e informações na nuvem para controle de dados médicos ainda patina no país.

Na última década, cerca de metade das 10 melhores tecnologias emergentes elencadas pelo Fórum Econômico Mundial têm relação com a Saúde. A aposta dos especialistas é a de que o smartphone se tornará uma das ferramentas mais poderosas para o acesso médico. Esses aparelhos serão utilizados pelos pacientes para acessar informações, em tempo real, sobre a própria saúde. Além disso, eles terão acesso a registros médicos completos, a consultas online e a informações sobre comportamentos ligados a estilo de vida, dieta, atividades físicas e tratamentos.

A mobilidade na saúde já é realidade. Nos Estados Unidos, as pesquisas mostram que 2016 foi o ano em que milhões de consumidores usaram, pela primeira vez, seus smartphones como ferramentas de diagnóstico. A estimativa é que o uso de aplicativos relacionadas à saúde tenha duplicado, de 2014 para 2016, saltando de 16% para 32%.

Exemplos de apps não faltam. Ainda em 2014, a Apple lançou seu sistema operacional móvel com o aplicativo Saúde. A ideia é que todas as informações médicas disponíveis em vários aplicativos fiquem centralizadas em um único local. Hoje, vários apps contam passos e lances de escada de uma pessoa, medem qualidade do sono, frequência cardíaca e pressão arterial, entre outros.

A grande dificuldade tem sido a reunião de dados clínicos para acesso de médicos e pacientes. Algumas experiências ao redor do mundo têm apontado para soluções do que se chama Health Intelligence, ou Inteligência em Saúde, na tradução livre.  Na Austrália, por exemplo, o governo incentiva a adesão dos cidadãos a um sistema de armazenamento de dados médicos na nuvem. Inglaterra e Estados Unidos têm apostado em soluções semelhantes.

No Brasil, entretanto, especialistas concordam que o sistema de saúde precisa mudar o relacionamento com os pacientes e a forma como realiza pesquisas científicas para aumentar sua eficiência e produtividade. Segundo dados da pesquisa TIC Saúde 2014, do Comitê Gestor da Internet (CGI.Br), em 73% dos estabelecimentos de saúde pesquisados no país, os dados cadastrais dos clientes estão disponíveis eletronicamente. Contudo, apenas 23% registram alguma informação clínica em sistema e 45% anotam tudo em papel. Ou seja, a falta de informatização dos sistemas hospitalares ainda é um grande desafio a ser vencido.

A TOTVS investe esforços no desenvolvimento de um sistema inteligente de saúde digital, em que todos os elos da cadeia de valor – operadoras, empresas contratantes, prestadores de serviços, provedores de tecnologia e beneficiários – possam se beneficiar.  Com um histórico acessível em um único lugar, os pacientes e profissionais da saúde poderão ter informações confiáveis ao alcance do celular.

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